Nossa História História da Campanha Nacional das Escolas da Comunidade
Em 1943, a iniciativa da criação do que hoje conhecemos por CNEC foi de um humilde estudante e professor da Paraíba, Felipe Tiago Gomes.
Tudo começou no Ginásio Pernambucano em Recife, no curso Pré-Juridico. Após a leitura de “O Drama da América Latina”, que relata a experiência de jovens universitários peruanos, que criaram cursos gratuitos para as classes pobres. Foi então que Felipe Tiago Gomes começou a pensar nas suas próprias dificuldades e na situação idêntica dos jovens humildes.
Na década de 1940, não havia em Pernambuco, um só estabelecimento sem taxas escolares. Daí a grande dificuldade que tinham as classes modestas de buscar educação de grau médio. Indignado com a falta de oportunidade de milhares de jovens pobres como ele, Felipe Tiago Gomes juntamente com seus companheiros de curso: Carlos Luis de Andrade, Everaldo da Cunha Lima, Florisval Silvestre Neto, Joel Pontes e Eurico José Cadengue, resolveu criar a Campanha do Ginásio Pobre.
Afinal, a idéia explodiu e em 29 de julho de 1943, reuniram-se, pela primeira vez, na Casa do Estudante, os jovens que sonhavam a democratização do ensino de grau médio.
Os estudantes sem nenhum dinheiro, porém determinados a conquistarem seus ideais em prol dos menos favorecidos, organizaram o Teatro do Estudante de Pernambuco para arrecadar verbas para a Campanha.
No dia 30 de agosto de 1943, foi lançado um boletim da Campanha do Ginásio Pobre, esta publicação foi para difundir a idéia da criação de um ginásio gratuito. Foi um excelente veículo de divulgação da Campanha, e nele colaboraram todos os fundadores do Movimento.
O Teatro do Estudante de Pernambuco, foi uma vitoriosa realização da Campanha, e os subúrbios da velha Recife, os humildes palcos dos Centros Recreativos Operários, aos sábados e domingos recebiam a visita dos jovens que consigo levavam todo o material das cenas, como peregrinos de uma nova idéia.
Assim prosseguiu o Teatro do Estudante chegando a um desenvolvimento tal que, em 1945 passou a ser um movimento autônomo, orientado pelos Diretórios Acadêmicos. Mais tarde, sob direção de Hermílio Borba Filho tornou-se um dos melhores do país.
A imprensa da época tomou conhecimento e enalteceu a iniciativa dos jovens universitários e isso trouxe à Campanha do Ginasiano Pobre as primeiras adesões das mais representativas personalidades da vida nordestina – Clero, Magistrados, Mestres, Artistas e Escritores de nome nacional.
Aos poucos, novos professores voluntários aderiram a nobre causa e aumentava o corpo docente da Campanha do Ginasiano Pobre. Houve então a necessidade de formar o corpo diretivo para entendimento com o Ministério da Educação e outras repartições oficiais.
Deste modo, em 1944 foi eleita a primeira diretoria da campanha. Na mesma ocasião houve a eleição de um nome para o ginásio, que por unanimidade foi escolhido Ginásio Castro Alves, em homenagem ao grande poeta social.
O Ginásio Castro Alves funcionou na sede do sindicato dos contabilistas do estado de Pernambuco.
No inicio os alunos assistiam as aulas de pés descalços e roupas rasgadas, mas sedentos de saber. Recebiam os ensinamentos de mestres que, sem nada receber, dividiam o que sabiam com quem tinha vontade de aprender. Não havia nem mesmo cadeiras para que todos se sentassem. As carteiras só puderam ser adquiridas com a receita da encenação da peça “Era uma vez um vagabundo”, em Caruaru.
Foram dias difíceis para os “moços” como eram chamados os idealizadores da Campanha, mas aos poucos foram conquistando o respeito e a simpatia de pessoas importantes que deram sua colaboração seja financeiramente ou através de apoios e incentivos.
O ano de 1944, terminava para os moços, com duas grandes vitórias: a aquisição de 50 cadeiras para o Curso de Admissão do “Ginásio” Castro Alves, que foram inauguradas solenemente no dia 7 de novembro, e a Biblioteca Miguel Couto.
Ainda em 1944, já com um bom lastro de popularidade, o Ginásio Castro Alves realizou, a Primeira Semana da Cultura Nacional. Notáveis professores e homens de cultura, desenvolveram um excelente programa de arte, contando também com a colaboração da Rádio Clube de Pernambuco.
Posteriormente, no inicio de 1945 era preciso que os alunos do Ginásio, fizessem exames para serem avaliados. Foi então que os líderes do movimento decidiram ir para o Rio de Janeiro em busca do reconhecimento oficial do Ginásio Castro Alves. Porém, desconheciam as grandes dificuldades para a instalação de um Ginásio. A Lei Orgânica do Ensino secundário, as exigências da D.E.S, a burocracia a vencer.
Os três amigos não dispunham de recursos para a aquisição das passagens e hospedagem, e o jeito era recorrer a quem pudesse ajudar. Depois de várias tentativas, a ajuda veio do Comandante da Base no Ibura, e a viagem foi num avião da F.A.B.I.
Chegando no Rio de Janeiro, com pouco dinheiro para pagar os gastos com alimentação, transporte e hospedagem, o desafio era fazer contato com pessoas influentes da Secretaria da Educação. Mas apesar de todo o esforço dos idealizadores da campanha, não foi possível o reconhecimento da Campanha por suas condições precárias.
Com o insucesso da viagem, os alunos do Ginásio Castro Alves, fizeram exames mesmo sem autorização do Ministério da Educação. Sabiam que nenhum valor teria aquelas provas, mas era uma maneira de incentivá-los.
No final do ano de 1945, foi cedida para aulas do Ginásio Castro Alves, as instalações do Colégio Osvaldo Cruz – um dos mais conceituados do Recife.
O Ginásio, que neste mesmo ano de 1945 realizou a Segunda Semana da Cultura Nacional estava agora com endereço em prédio de condições excepcionais, o corpo docente instituído por professores com nomes de prestigio e devidamente regularizados. Deste modo os idealistas da campanha já tinham argumentos concretos para comparecer novamente ao Ministério da Educação para obter o reconhecimento do Ginásio Castro Alves.
Foi logo após o termino da segunda guerra em 1946, que os três líderes: Felipe Tiago Gomes, José Guimarães e Sá Martins, foram novamente ao Rio de Janeiro, em busca do reconhecimento do Ginásio.
Desta vez, porém, obtiveram sucesso e o Ginásio Castro Alves foi reconhecido pelo Ministério da Educação. No dia 28 de fevereiro de 1946, o Diário de Pernambuco publicou o reconhecimento do Curso Noturno do Ginasiano Pobre, mantido pelo Ginásio Castro Alves e no dia 10 de abril de 1946, iniciaram os exames de admissão do primeiro Ginásio gratuito a funcionar como iniciativa totalmente particular no Brasil.
Neste mesmo ano, a Campanha do Ginasiano Pobre mudou sua nomenclatura, pois alguns alunos achavam que a palavra “pobre” era deprimente. Por este motivo passou a chamar-se Campanha dos Ginásios Populares. Porém, este nome também teve que ser mudado, a justificativa para a mudança do nome, foi porque a palavra “popular” era propriedade do partido comunista, que na época estava em seu apogeu.
A Campanha dos Ginásios Populares parecia a alguns, que se tratava de uma obra comunista. Os fundadores da Campanha por via das dúvidas,mudaram o nome para Campanha dos Educandários Gratuitos.
Em 1947, Felipe Tiago Gomes expôs ao Dr. Clemente Mariani, Ministro da Educação, um plano de criação de Ginásios Gratuitos em todo o país. A iniciativa sensibilizou o Ministro e o movimento se transformou na Campanha Nacional de Educandários Gratuitos.
O idealizador Felipe Tiago Gomes, encorajado com o sucesso dos alunos da primeira escola, partiu no ano de 1948 para uma verdadeira cruzada nacional em favor do ensino gratuito. Mostrando que as comunidades pobres também poderiam ter acesso ao saber, desde que alguém assumisse a causa da educação dos humildes como dever de cidadania e fraternidade cristã.
Ao seu lado, Felipe Gomes sempre teve a presença de sua inseparável guardiã, a irmã Maria Alexandrina Gomes. Mulher austera em suas ações, exerceu um papel histórico dentro da CNEC, participando ativamente com seu senso crítico discreto e intuitivo da personalidade feminina sertaneja. Foi responsável pela confecção da primeira bandeira cenecista.
Em setembro de 1948, o delegado da Campanha - Felipe Tiago Gomes, iniciou suas viagens pelo Brasil para tornar conhecidas as finalidades da CNEG.
Felipe Tiago Gomes visitou os estados do Pará, Amazonas, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo e Distrito Federal.
Os resultados dessas visitas iniciaram em 1949 quando começaram a surgir os primeiros Educandários, em Niterói, no Paraná, na Paraíba e Amazonas. Daí por diante, a CNEG prosseguiu conquistando o entusiasmo dos verdadeiros brasileiros e os ginásios foram surgindo em todos os quadrantes.
Em 1950, graças aos esforços do Senador Santos Neves do Espírito Santo, foi concedido à Campanha o primeiro auxilio. Finalmente, os altos setores do país tomavam conhecimento de uma instituição que há seis anos, apenas com o auxilio popular, mantinha dezenas de educandários, onde centenas de professores gratuitamente ensinavam a milhares de brasileiros sem fortuna. Felizmente, dia a dia a Campanha conquistou adeptos e avançou na confiança dos brasileiros, e em 1952, a Entidade assume efetivamente sua natureza comunitária, passando cada comunidade a manter e remunerar o já significativo número de professores, mesmo que em bases modestas.
Neste mesmo ano, a Campanha passou a ter sede na cidade do Rio de Janeiro. Após ter passado por vários escritórios nômades a campanha teve uma sala cedida no Instituto de Aposentados e Pensões dos Comerciários. Ali, foi possível organizar os arquivos, documentação e os serviços de expediente da Campanha.
Em 1954, o Decreto nº 36.505 de 30 de novembro do Governo Federal, declara de Utilidade Pública a Campanha Nacional de Educandários Gratuitos – sociedade civil, com sede no Rio de Janeiro.
A Campanha, no intuito de prestigiar os alunos que estudam sob sua bandeira de democratização do ensino, animou-os a organizarem uma entidade que os congregasse num só bloco de confraternização e camaradagem. Daí nasceu a União Nacional dos Estudantes Cenegistas. O primeiro congresso da UNEC realizou-se em janeiro de 1955.
Somente em 15 de novembro de 1957, a Campanha instalou-se solenemente, em sua sede própria, na Rua Silvio Romero, nº 25, no Rio de Janeiro. Foi um dia de glória para todos os Cenegistas.
Em 18 de agosto de 1959 a CNEG foi reconhecida como Utilidade Pública também pelo Governo Estadual.
No ano de 1969, a Campanha passou por nova reformulação em busca de sua própria realidade. O XVII Congresso Ordinário deliberou pela atual denominação de Campanha Nacional de Escolas da Comunidade.
Em 1976 Felipe Tiago Gomes encontrou-se em Brasília com o presidente Jucelino kubstschek.
Em sua trajetória o fundador e líder da CNEC, Felipe Tiago Gomes recebeu inúmeras homenagens, e mais de 60 de títulos de cidadão honorário de diversos estados da federação.
No ano de 1983 em Sessão Solene na Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul foi feita uma homenagem à Campanha por seus 40 anos de fundação, nesta data os números da Campanha a nível de Brasil eram: 1.346 Escolas, localizadas em 1.016 municípios, sendo que em 285 municípios, a escola da CNEC era a única existente. A Campanha possuía 24.566 professores e 474.380 alunos.
No ano de 1985 foi inaugurada a Rádio Cenecista de Picuí. Também no ano de 1985 aconteceu o III Congresso Extraordinário da CNEC em Brasília/DF, com Sessão Solene de Encerramento com as presenças do Sen. Alfredo Campos, Sen. José Lins, Prof. Felipe Tiago Gomes e o Presidente José Sarney, que na sua terra natal no Maranhão foi fundador e professor da Campanha Nacional de Escolas da Comunidade.
No dia 18 de agosto do ano de 1986 foi empossada como nova Presidente do Conselho Nacional da CNEC, a senhora Marly Sarney.
Em 1993 com 50 anos de existência a Campanha tinha cerca de 1.300 escolas, com mais de 700 prédios construídos pelas próprias comunidades.
No decorrer dos anos, a Campanha Nacional de Escolas da Comunidade vem recebendo documentos com depoimentos, discursos, crônicas e livros escritos por estudiosos e admiradores que registram a história, evolução e até mesmo a definição da filosofia cenecista em todo o território nacional.
No dia 21 de setembro de 1996, Felipe Tiago Gomes faleceu em Brasília, vítima de complicações cardíacas. Deixou milhares de órfãos, cenecistas e estudantes, que tiveram na Campanha Nacional das Escolas da Comunidade, um meio de integrarem-se com a educação comunitária e de qualidade.
Por esse infindo legado, todo o Brasil é grato a Felipe Tiago Gomes. Um homem comum que se tornou ídolo para milhares de pessoas, e jamais será esquecido das mentes daqueles que conhecem o verdadeiro sentido de educar.
A base estrutural da CNEC é a comunidade. A CNEC nasceu voltada para a educação, a partir dos movimentos comunitários. Ela é uma escola intermediária, entre a pública e a particular, o aluno não paga mensalidade, mas apenas uma contribuição como sócio da entidade.
A CNEC é a junção de esforços do povo e dos poderes públicos para promover educação para todos, a preço de custo. A participação nesse esforço comunitário equivale ao exercício pleno da Cidadania.
Em Santa Catarina o lan-çamento da Campanha foi liderado pelo acadêmico de direito Neudy Primo Massolini, na terra de Anita Garibaldi. No dia 21 de dezembro de 1952 numa das salas no Colégio Estadual Dias Velho, houve a eleição da primeira diretoria.
Em 1994, a Campanha caminhava firme pelo Vale do Itajaí, e se difunde por todas as regiões do Estado.
A CNEC/SC se faz presente em 27 escolas de ensinos fundamentais, médios, de educação profissional, somadas a duas faculdades. Na rede da CNEC da região sul que compreende os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo, reúne hoje 279 unidades ativas – 259 colégios e 20 faculdades, 113.739 alunos e 11.366 funcionários.
Em outubro de 2007 foi realizado um evento em Joinville que reuniu mais 700 congressistas no encontro regional de escolas cenecistas. O objetivo do seminário foi lançar o desafio para que a CNEC da região sul, seja referência em educação até 2010.
Histórico do Colégio Cenecista Benjamim Gallotti
No ano de 1962 a rede de Escolas da Campanha Nacional de Educandários Gratuitos – CNEG, já existia há 20 anos e bastante conhecida por sua belíssima história. Já estavam espalhadas por muitos estados Brasileiros, inclusive em Santa Catarina. Foi então que despertou o interesse de um grupo de pessoas em Tijucas que conheciam a Campanha, para criar uma unidade da CNEG naquela cidade.
Havia a necessidade da criação de uma nova escola em Tijucas, porém, uma escola que fosse capaz de atender pessoas de todas as classes sociais.
Dentre os fundadores destaca-se o nome do então prefeito da época, da o Dr. Nilton Olinger, um médico incansável na luta de introduzir a CNEG em Tijucas, e de Kirana Atherino Lacerda que, na época, presidia no estado de Santa Catarina a Campanha Nacional de Educandários Gratuitos e que dispunha de meios para concretizar os sonhos dos fundadores.
Em abril de 1962, o Dr. Olinger foi ao Rio de Janeiro tratar de problemas administrativos e municipais junto ao deputado federal Antônio Carlos Conder Reis. Após ter sido recebido pelos Srs. Pedro e Antônio Gallotti, o Dr. Olinger falou-lhes sobre os planos da criação do Ginásio.
Depois de várias tentativas, o Dr Nilton Olinger conseguiu a permissão junto ao secretário da Educação, Martinho Calado Jr., para a instalação da CNEG nas dependências do Grupo escolar Cruz e Souza. O objetivo era apresentar uma nova opção de educação para Tijucas e região.
No dia 12 de Julho de 1962, a convite do Sr. Prefeito Dr. Nilton Olinger, reuniram-se nas dependências da Prefeitura Municipal de Tijucas, 116 representantes do magistério, do comércio e da sociedade, para dar inicio ao processo de fundação da CNEG. O propósito era criar uma escola que atendesse a todas as classes, principalmente aos mais pobres, para que, a estes não fosse negado o direito de saber. A sessão foi presidida pela presidente do Conselho Estadual da CNEG, Sra. Kirana Lacerda.
Nasceu assim a CNEG Tijucas, com o nome de “Ginásio Coronel Benjamim Gallotti”, em homenagem a aquele homem que foi muito importante em Tijucas.
Benjamim Gallotti
Benjamim Gallotti chegou ao Brasil aos 20 anos de idade, no ano de 1873, vindo de Morigeratti província de Salerno, no Sul da Itália. Tinha como destino a República Argentina, onde pretendia encontrar um tio chamado Dom Caetano. Esse rapaz, poderia ter se tornado Barão de Morigeratti caso estivesse permanecido na Itália.
Foi seminarista, mas a falta de vocação e o chamamento do seu espírito aventureiro o incentivaram a atravessar o Atlântico. Entretanto, antes de encontrar seu destino, Benjamim decidiu visitar um tio que já estava em Tijucas, o Padre Nicolau Gallotti, pároco do vilarejo.
Ao chegar em Tijucas, por ocasião de um baile para o qual havia sido convidado, Benjamim observou que as mulheres da cidade se vestiam muito bem, embora o povoado não possuísse loja especializada em roupas. Então, Benjamim pediu dinheiro emprestado ao tio e montou uma casa comercial que passou a vender roupas, sendo as mercadorias fornecidas por grandes comerciantes do Desterro.
A idéia deu certo, e Benjamim se tornou o mais forte comerciante da Vila de São Sebastião das Tijucas. Sua sagacidade de trabalho trouxe muita prosperidade, tornando-se proprietário de 13 navios à vela, com os quais criou uma espécie de correio próprio. Com sua frota Benjamim estabeleceu um intenso intercâmbio comercial com os estados vizinhos e o Sudeste Brasileiro, para onde transportava madeira, açúcar e boa parte da produção agrícola de toda região, que em geral era por ele próprio financiada.
Em 1883, Benjamim naturalizou-se brasileiro e mais tarde tornou-se comandante da brigada de infantaria da guarda nacional da comarca de tijucas. Foi presidente s câmara municipal de Tijucas no biênio 1887/1888, na condição membro do partido federalista.
Generoso, católico e sempre solícito, sustentava uma banda de música, ajudava os pobres, bancava campanhas políticas e patrocinava as festas religiosas. Foi ele quem doou à sua compatriota Amábile Vicentainer um casebre no virgulo em Nova Trento, o qual deu origem à congregação que acabou consagrando Madre Paulina, a primeira santa no Brasil.
Em 1898, quando já era um próspero comerciante, Benjamim Gallotti contatou um renomado arquiteto e mandou construir o famoso casarão dos Gallotti. A obra deveria lembrar o antigo castelo que os ancestrais de Benjamim possuíam na Itália.
Benjamim Gallotti faleceu em 07 de dezembro de 1913, em Florianópolis. Seus restos mortais encontram-se sepultados no mausoléu da família, no cemitério do bairro da Praça em Tijucas.
Além de ser lembrado na denominação do Colégio Cenecista Coronel Benjamim Gallotti, também é lembrado no nome de uma Rua em Tijucas.
Assim decidido o nome do Ginásio a seguir foi formado a primeira diretoria do Ginásio Cel. Benjamim Gallotti. Composta pelos seguintes membros:
- Presidente: Dr. Nilton Olinger
- Vice-Presdidente: Monsenhor Augusto Zucco
- Primeira Secretária: Olívia Bastos
- Segunda Secretária: Gercy dos Anjos
- Tesoureiro: Narbal Ademar Gevaerd
O Conselho fiscal foi composto pelos membros:
Efetivos: Jacob Lameu Tavares
Valério Gomes
João Bayer Filho
Suplentes: Luís dos Anjos
Luís Santi Telles
Pedro Andriani
O corpo docente foi formado pelos professores:
- Rachel Bayer Corte – Matemática;
- Zelita B. Brito – Português;
- Dr. Raul Bayer Laus – Inglês;
- Zaly dos Anjos – Ciências;
- Leda Regina de Souza – História;
- Juraci Maria de Campos – Geografia;
- Evaldo Vieira Peixoto – Desenho;
- Nilma Maria da Silva – Educação Física.
A primeira diretora foi Zelândia Ramos dos Anjos, que ficou na direção do Ginásio apenas por alguns meses, por conta de sua transferência para a CNEG de Joinville.
Deste modo, sucedeu temporariamente na direção do Ginásio, a Sra. Rachel Bayer Corte, até que a Diretora definitiva, Sra. Zilda Maria Peixer assumiu o Ginásio Cel. Benjamim Gallotti em 1963. A Sra. Zilda foi diretora até 07 de março de 1980.
No dia 08 de março de 1.980, a Srª. Maria Helena Machado assumiu o cargo de diretora da CNEC Tijucas, permanecendo por 24 anos na instituição.
Foi através de muita força de vontade e trabalho árduo que a CNEG conseguiu dar continuidade a sua ação. Em 1964, o ginásio teve seu primeiro patrimônio, foi montado o gabinete do diretor com móveis de boa qualidade.
Posteriormente, em 1967, com a escola em expansão, as instalações do Colégio Cruz e Souza não mais permitiam a coexistência do Ginásio. Foi nesta ocasião, que o Dr. João Bayer Filho, fez a doação da casa da criança, em fase de abandono, para que ali funcionasse o Ginásio Coronel Benjamim Gallotti.
Aquele foi um momento de grande alegria, a conquista da sede própria, esta conquista foi alcançada com as glórias, as honras e todo o êxito da Campanha Nacional de Escolas da Comunidade. Emanaram dos corações amigos de centenas de pessoas que se sacrificaram em troca do bem comum dos estudantes que, dia-a-dia buscam os mesmos objetivos: estudar para honrar sua terra.
A escritura de doação do imóvel foi lavrada no dia 18 de abril de 1967.
No lapso de tempo da construção, o Ginásio funcionou nas dependências da antiga fábrica de tecidos e Confecções -INTEX S/A.
O ano de 1967 foi de grandes vitórias para o Ginásio e todos os que sonharam juntos o mesmo sonho da conquista. Em 27 de dezembro de 1967 se formou a primeira turma da 4ª série ginasial do Ginásio Cel. Benjamim Gallotti, os alunos receberam seus diplomas em uma cerimônia muito emocionante.
Neste mesmo ano, foi criado o primeiro Jardim de Infância do Ginásio com o nome de Lila Bastos, em homenagem a uma querida professora.
A primeira professora do jardim de infância foi a Sra Diva Gallotti Melo, aluna da primeira turma do ginasial. A Sra. Diva, foi professora por cinco anos no jardim de infância, e permaneceu lecionando na CNEC até 1995, somando dezoito anos de trabalho e dedicação na instituição.
No dia 07 de Setembro de 1968, aconteceu o primeiro desfile cívico do Ginásio Coronel Benjamim Gallotti. Foi com muito brio e orgulho em seus uniformes de gala, que os alunos desfilaram levando o nome do Ginásio.
Com o passar do tempo, as dificuldades financeiras começaram a se agravar, e em 1969 a direção resolveu instituir a mensalidade, para que deste modo o ginásio não fechasse suas portas. Neste mesmo ano de 1969, a Campanha passou por nova reformulação em busca de sua própria realidade. Tendo deixado de ser gratuita, não estava condizente com sua denominação. No dia 1º de abril de 1970, o XVII Congresso Ordinário deliberou pela atual denominação de Campanha Nacional de Escolas da Comunidade.
Nos anos que seguiram mesmo em meio a algumas dificuldades, o educandário Benjamim Gallotti foi se tornando mais conhecido e novos alunos vindos também das regiões próximas a Tijucas, fizeram com que aumentasse muito o número de matrículas.
No dia 16 de novembro de 1972, houve a unificação da Escola Técnica do Comércio com o Ginásio Cel. Benjamim Gallotti. A Escola Técnica do Comércio, já existia em Tijucas desde 1953, esta também funcionava anexa a Escola de Educação Básica Cruz e Souza.
Com a fusão, nasceu o Centro de Estudos do Rio Tijucas – CEVRIT, porém com nas mesmas características da Campanha.
Neste mesmo ano foi extinto o jardim de infância.
O colégio sempre promoveu vários eventos no decorrer do ano para arrecadar fundos para sua manutenção envolvendo professores, alunos, pais e a comunidade em geral. Alguns desses eventos já eram tradições no colégio, e aconteciam todos os anos. Na década de 70 os mais famosos foram: as festas juninas, onde eram eleitos através da venda votos o casal Sinhozinho e Sinhazinha e o concurso da Mais Bela Cenecista. O concurso era realizado com o desfile das candidatas e um grande baile.
Em 1976 foi realizada na igreja matriz a missa de formatura da turma do magistério da CNEC. Uma dessas alunas foi a Sra. Carmem Lúcia que trabalhou como secretária no Colégio Cenecista Benjamim Gallotti por 30 anos.
Em 1979 aconteceu a formatura de uma das turmas do Curso Técnico em Contabilidade.
Em 1990 foi constituída uma nova diretoria, conselho fiscal.
Em 1997, o Colégio Cenecista Benjamim Gallotti, voltou a oferecer o jardim de infância. Ainda no ano de 1997, foi iniciado o trabalho de implantação da informática como mais um recurso no processo de aprendizagem do Colégio.
No ano de 2000 houve a mudança da logomarca da CNEC.
Em julho de 2004 a Sra Noíde Mafra Jasper assumiu a nova direção do Colégio Cenecista Benjamim Gallotti.
Neste mesmo ano começaram as obras de revitalização do Colégio.
O ano de 2004 foi o começo de uma grande mudança para o Colégio Cenecista Benjamim Gallotti.
A reforma começou pela renovação da fachada do Colégio e a reestruturação de todos os ambientes do colégio e o ajardinamento entre os corredores e na entrada principal do colégio.
O auditório Dr. Nilton Olinger também foi reformado e reaberto.
As obras foram feitas por meio do apoio da CNEC Nacional e Estadual, parceria feita com algumas empresas locais e a ajuda de voluntários.
A inauguração da reforma da estrutura física do Colégio aconteceu em 2005.
Foi um dia de festa no Colégio Cenecista Benjamim Gallotti. A solenidade contou com a presença do vice-presidente da CNEC Nacional, Presidente e Super Intendente da CNEC Estadual, Vice- Prefeito e Presidente da Câmara da Cidade de Tijucas entre outras autoridades.
E não parou por aí, além da reforma da estrutura física, o ano de 2005 foi de muitas novidades para as ações internas do Colégio. Despertando nos alunos e professores novos interesses e iniciativas para a inovação, gerando envolvimento e integração dos alunos neste processo de inovação.
Foi promovido entre os alunos um concurso para a criação do Hino do Colégio Cenecista Benjamim Gallotti. A vencedora foi a aluna Bruna da Silva Alves, a melodia foi composta pelos professores de música do colégio. Também foi promovida a eleição entre os alunos para o grêmio estudantil.
Vários eventos foram realizados no ano de 2005, o mais belo foi o jantar poético em homenagem as mães Cenecistas, que envolveu mais de 200 mães.
Em 2006 as melhorias continuaram sendo feitas e foi inaugurada a nova biblioteca do colégio com renovação e ampliação do acervo bibliográfico bem como a criação do seu site.
Neste ano ainda, o colégio realizou outro importante evento que foi a Primeira Festa Açoreana, envolvendo os alunos em um projeto de resgate das tradições.
Este evento envolveu a comunidade de Tijucas e região. Teve a participação de grupos folclóricos da UFSC, grupo da terceira idade, entre outras atrações. Muitos outros projetos importantes foram criados naquele mesmo ano.
Em 2007 foi inaugurada as salas do berçário e maternal em instalações novas construídas especialmente para que o colégio pudesse atender bebês em tempo integral e em espaço adequado.
Neste ano a CNEC Tijucas foi classificada como a melhor escola da região. Também quatro professores e a direção do colégio receberam o prêmio de melhores do ano na comunidade. Um importante reconhecimento para o colégio.
Em 2008 o colégio está fazendo mudanças institucionais referentes a algumas diretrizes pedagógicas e critério de avaliação. O colégio contratou um consultor institucional, especialista em política e gestão de organizações não-governamentais para implantar o planejamento estratégico da instituição, na área administrativa e pedagógica com toda a equipe do colégio. Também contratou coordenadores para cada segmento educacional. Muitos projetos estão sendo lançados para melhorar cada vez mais a qualidade de seus serviços.
Em março realizou uma aula inaugural com o presidente da Mosarte Dr. Marco Aurélio Sedrez para divulgar seus cursos técnicos. O colégio oferece neste ano os cursos de Técnico em vendas, Práticas administrativas, Técnico de contabilidade, Técnico de enfermagem, Instrumentação cirúrgica e Magistério.
O colégio recebeu ainda a visita do Superintendente da CNEC Nacional Que no ato de sua visita fez muitos elogios a toda equipe do colégio. Neste ano grandes metas foram traçadas e importantes projetos estão sendo desenvolvidos para melhorar cada vez mais a qualidade de seus serviços prestados a toda a comunidade de Tijucas.
Neste ano de 2008 o Colégio Cenecista Benjamim Gallotti completa 46 anos de fundação. Uma trajetória de lutas e conquistas. Cada protagonista desta bela história tem um significado especial para o Colégio Cenecista Benjamim Gallotti e faz parte desta bela história.
Parabéns a todas as pessoas que fazem parte destes 46 anos de história.