O Colégio Colégio Cenecista Benjamim Gallotti.
No ano de 1962 a rede de Escolas da Campanha Nacional de Educandários Gratuitos – CNEG, já existia há 20 anos e bastante conhecida por sua belíssima história. Já estavam espalhadas por muitos estados Brasileiros, inclusive em Santa Catarina. Foi então que despertou o interesse de um grupo de pessoas em Tijucas que conheciam a Campanha, para criar uma unidade da CNEG naquela cidade.
Havia a necessidade da criação de uma nova escola em Tijucas, porém, uma escola que fosse capaz de atender pessoas de todas as classes sociais.
Dentre os fundadores destaca-se o nome do então prefeito da época, da o Dr. Nilton Olinger, um médico incansável na luta de introduzir a CNEG em Tijucas, e de Kirana Atherino Lacerda que, na época, presidia no estado de Santa Catarina a Campanha Nacional de Educandários Gratuitos e que dispunha de meios para concretizar os sonhos dos fundadores.
Em abril de 1962, o Dr. Olinger foi ao Rio de Janeiro tratar de problemas administrativos e municipais junto ao deputado federal Antônio Carlos Conder Reis. Após ter sido recebido pelos Srs. Pedro e Antônio Gallotti, o Dr. Olinger falou-lhes sobre os planos da criação do Ginásio.
Depois de várias tentativas, o Dr Nilton Olinger conseguiu a permissão junto ao secretário da Educação, Martinho Calado Jr., para a instalação da CNEG nas dependências do Grupo escolar Cruz e Souza. O objetivo era apresentar uma nova opção de educação para Tijucas e região.
No dia 12 de Julho de 1962, a convite do Sr. Prefeito Dr. Nilton Olinger, reuniram-se nas dependências da Prefeitura Municipal de Tijucas, 116 representantes do magistério, do comércio e da sociedade, para dar inicio ao processo de fundação da CNEG. O propósito era criar uma escola que atendesse a todas as classes, principalmente aos mais pobres, para que, a estes não fosse negado o direito de saber. A sessão foi presidida pela presidente do Conselho Estadual da CNEG, Sra. Kirana Lacerda.
Nasceu assim a CNEG Tijucas, com o nome de “Ginásio Coronel Benjamim Gallotti”, em homenagem a aquele homem que foi muito importante em Tijucas.
Benjamim Gallotti
Benjamim Gallotti chegou ao Brasil aos 20 anos de idade, no ano de 1873, vindo de Morigeratti província de Salerno, no Sul da Itália. Tinha como destino a República Argentina, onde pretendia encontrar um tio chamado Dom Caetano. Esse rapaz, poderia ter se tornado Barão de Morigeratti caso estivesse permanecido na Itália.
Foi seminarista, mas a falta de vocação e o chamamento do seu espírito aventureiro o incentivaram a atravessar o Atlântico. Entretanto, antes de encontrar seu destino, Benjamim decidiu visitar um tio que já estava em Tijucas, o Padre Nicolau Gallotti, pároco do vilarejo.
Ao chegar em Tijucas, por ocasião de um baile para o qual havia sido convidado, Benjamim observou que as mulheres da cidade se vestiam muito bem, embora o povoado não possuísse loja especializada em roupas. Então, Benjamim pediu dinheiro emprestado ao tio e montou uma casa comercial que passou a vender roupas, sendo as mercadorias fornecidas por grandes comerciantes do Desterro.
A idéia deu certo, e Benjamim se tornou o mais forte comerciante da Vila de São Sebastião das Tijucas. Sua sagacidade de trabalho trouxe muita prosperidade, tornando-se proprietário de 13 navios à vela, com os quais criou uma espécie de correio próprio. Com sua frota Benjamim estabeleceu um intenso intercâmbio comercial com os estados vizinhos e o Sudeste Brasileiro, para onde transportava madeira, açúcar e boa parte da produção agrícola de toda região, que em geral era por ele próprio financiada.
Em 1883, Benjamim naturalizou-se brasileiro e mais tarde tornou-se comandante da brigada de infantaria da guarda nacional da comarca de tijucas. Foi presidente s câmara municipal de Tijucas no biênio 1887/1888, na condição membro do partido federalista.
Generoso, católico e sempre solícito, sustentava uma banda de música, ajudava os pobres, bancava campanhas políticas e patrocinava as festas religiosas. Foi ele quem doou à sua compatriota Amábile Vicentainer um casebre no virgulo em Nova Trento, o qual deu origem à congregação que acabou consagrando Madre Paulina, a primeira santa no Brasil.
Em 1898, quando já era um próspero comerciante, Benjamim Gallotti contatou um renomado arquiteto e mandou construir o famoso casarão dos Gallotti. A obra deveria lembrar o antigo castelo que os ancestrais de Benjamim possuíam na Itália.
Benjamim Gallotti faleceu em 07 de dezembro de 1913, em Florianópolis. Seus restos mortais encontram-se sepultados no mausoléu da família, no cemitério do bairro da Praça em Tijucas.
Em 2008 o colégio está fazendo mudanças institucionais referentes a algumas diretrizes pedagógicas e critérios de avaliação. O colégio contratou um consultor institucional, especialista em política e gestão de organizações não-governamentais para implantar o planejamento estratégico da instituição, na área administrativa e pedagógica com toda a equipe do colégio. Também contratou coordenadores para cada segmento educacional. Muitos projetos estão sendo lançados para melhorar cada vez mais a qualidade de seus serviços com responsabilidade e compromisso social, reforçando a formação de indivíduos críticos e reflexivos dentro dos valores éticos e morais.
CNEC - AS PESSOAS SÃO FEITAS PARA BRILHAR!